Justiça determina que Zoo de Brasília continue aberto ao público

João Paulo Mariano
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A Justiça negou, nesta tarde, o pedido de fechamento do Zoológico de Brasília. A decisão partiu do juiz da Vara de Meio ambiente, Desenvolvimento Urbano e fundiário do Distrito Federal depois que uma ação popular requereu o fechamento da instituição por falta de segurança. O alerta veio após a morte do elefante Babu, por suspeita de envenenamento, em janeiro deste ano. Depois dessa, ocorreram mais três mortes no Zoo Brasília.

No documento, o magistrado afirmou que seria necessário colher mais informações para concluir que houve negligência na morte dos animais. “Até que se tenha alguma evidencia conclusiva de tais correlações, impõe-se ao Judiciário respeitar o funcionamento regular da Instituição Pública. Por essas razões, em que pese louvar a preocupação e o zelo da parte autora, indefiro pelo momento o pedido de interdição provisória do Zoológico”, informa.

Assim, em até 15 dias, os autores da ação popular devem enviar questionamentos sobre o assunto para que a direção do Zoológico responda. Em seguida, será marcada uma nova audiência para que as partes discutam e o juiz avalie as informações adicionadas.

A autora da ação popular, a ativista Carolina Mourão, apesar de ter recebido a negativa para o pedido de fechamento temporário do Zoológico, avalia que o juiz percebeu que o assunto é sério e que é preciso mais avaliação. “Saímos de lá do jeito que entramos: sem respostas sobre câmeras e sem garantia de segurança. A gente vê os esforços do Gerson [Norberto, diretor-presidente do Zoo] para promover o futuro para os animais, porém não há dados sobre como vai ser melhorado o presente desses bichos”, afirma.

Apesar da ponderação, a ativista espera que o juiz, no fim do caso, decida pelo fechamento do local até que haja a garantia do bem estar de todos os quase 900 animais que vivem na instituição. Nos questionamentos que devem ser feitos, Mourão afirma que buscarão entender o porquê de animais depois de 2017 começaram a falecer de causas não naturais.

– “Instituição dentro da lei”
Para o diretor-presidente do Zoo Brasília, Gerson Norberto, tudo ocorreu dentro do esperado pois o Zoológico conseguiu mostrar que é uma instituição dentro da lei e com licença para funcionar. Ele garante que a segurança do Zoológico é mantida por 76 vigilantes e o bem estar por 242 funcionários, nas mais diversas atividades. Além de contar com o suporte da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

A aquisição se câmeras de segurança, um dos assuntos que consta na ação que tramita na Justiça, está ainda em processo de licitação. O diretor-presidente lembra que desde 2017 tentam a instalação dos equipamentos e que vai ocorrer assim que for possível.

Já em relação a morte dos animais, ele afirma que “infelizmente, esses casos aconteceram pois mexe-se com vidas” e que existe um saldo “maior dos que salvamos do tráfico que de mortes”. Ele estima que até a próxima segunda feira (16), deve ser divulgado o laudo final da morte de Babu. Preliminarmente, ele divulga que há informações que contestam a possibilidade de morte por envenenamento, mas que precisa da analise de novos laudos.

“As duas partes querem o melhor para o Zoo. A equipe técnica da instituição é de referência na questão na nu

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