Cinco distribuidoras voltam a operar em São Paulo, diz governador

Governador Márcio França (PSB) diz que São Paulo  volta a ter 'certa normalidade'

Governador Márcio França (PSB) diz que São Paulo volta a ter 'certa normalidade'

JÚLIO ZERBATTO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Cinco distribuidoras voltaram a funcionar normalmente segundo disse o Márcio França (PSB), governador de São Paulo Márcio França, em coletiva nesta terça-feira (29). Petrobras (Guarulhos, Barueri, Sorocaba) Shell e Ipiranga estão em operação normal, embora ainda haja manifestação em frente à sede da empresa brasileira. Os potrestos chegam ao 9º dia ainda com muitos pontos de bloqueio em todo o País.

O governador também explicou a principal dúvida dos caminhoneiros: qual o valor base usado pelo governo federal para abater o valor integral do PIS/Cofins. Segundo ele, o desconto de 46 centavos será em cima do preço do litro do diesel na refinaria, que é de R$ 2,33.

Para chegar ao preço final na bomba é preciso calcular o valor de 40% de impostos diretos e indiretos, mais o preço do próprio frete. "O valor é menor do que eu achei que seria possível, mas depende das taxas de cada Estado. Por isso, é difícil afirmar um valor certo", explicou França.

Em discurso a investidores, Temer minimiza greve de caminhoneiros

"Faltou uma comunicação mais clara por parte do governo federal e do estadual", admintiu o governador referindo-se a falta de entendimento dos caminhoneiros em relação as medidas anunciadas pelo prediente Michel Temer (MDB) no domingo (27). 

Régis Bitterncourt

"São Paulo volta a ter uma certa normalidade nesta terça-feira, menos interrupções e mais pontos de abastecimento especial. Prioridade para as prefeituras e em seguida teremos combustível para a população".

Sobre o bloqueio da rodovia Régis Bitterncourt — um dos mais resistentes ao fim da paralisação — o governador afirmou que a liderança não se sente 'confortável' em nome de todos os caminhoneiros e ainda está articulando com a liderança de outras partes do país.

Carga perigosa

Márcio França também anunciou que a Prefeitura de São Paulo está fazendo uma retificação na normativa que excluia petróleo e combustível como carga perigosa. Essa exclusão impossibilitava que caminhoneiros que transpostassem esses materias circulassem na cidade sem restrição de trajeto. 

De acordo com o governador, essa era uma das principais reclamações dos caminhoneiros na capital e o prefeito Bruno Covas (PSDB) já estava fazendo a correção desta norma nesta manhã.