Não há mais greve, apenas atos políticos, diz governo

Governo diz que liberou oito corredores importantes

Governo diz que liberou oito corredores importantes

Nilton Cardin/Folhapress

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou no começo da tarde desta terça-feira (29) que as paralisações de caminhoneiros que bloqueavam rodovias já foram encerradas. No entanto, ele afirmou que ainda há protestos promovidos por populares. 

"Os representantes das entidades de [caminhoneiros] que dialogam com o governo disseram que a greve acabou. O que nós tivemos dali em diante, estamos tendo hoje, são manifestações que envolvem populares, outras pessoas, e também, em alguns casos caminhoneiros. O cunho da manifestação já extravasa as questões e reivindicações dos caminhoneiros e ganha um corpo de manifestações políticas, porque acontecem principalmente em núcleos urbanos", disse.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, disse que a Polícia Rodoviária Federal conseguiu liberar oito corredores importantes e escoltou 1.129 carretas.

"São manifestações oportunidades, aparentemente têm coordenação entre si e serão encaradas como obstrução, aí sim, ao abastecimento e à normalização do abastecimento no país", ressaltou.

De acordo com Etchegoyen, "houve necessidade do uso da força em episódios no Piauí, Maranhão e no Acre".

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que no caso do Maranhão, sete pessoas foram presas. "Nenhum dos presos é caminhoneiro. Os caminhoneiros estavam na boleia dos caminhões tentando ultrapassar aquele bloqueio e foi necessário o uso da força". 

Na segunda-feira (28), o presidente da Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), José da Fonseca Lopes, afirmou que grupos que querem derrubar o governo se infiltraram nos bloqueios de caminhoneiros.

O presidente Michel Temer descartou qualquer possibilidade de as manifestações provocarem instabilidade no país e no governo dele.