Após greve, Prefeitura de Itapevi decreta estado de calamidade

Prefeito, Igor Soares decreta calamidade em Itapevi

Prefeito, Igor Soares decreta calamidade em Itapevi

Reprodução Facebook

Após nove dias consecutivos da paralisação dos caminhoneiros, o prefeito de Itapevi, Igor Soares (Podemos), na região metropolitana de São Paulo, decretou estado de calamidade no município, por meio do decreto 5.362, que foi publicado na edição 533 do Diário Oficial.

Com a medida, o poder público tem mais flexibilidade para minimizar os danos causados pela paralisação dos caminhoneiros à população da cidade, podendo fazer compras sem licitação e realizar gastos sem depender de empenho orçamentário.

Para avaliar a situação de desabastecimento na cidade, o decreto instituiu ainda a criação de um comitê de crise composto pelas secretarias de Justiça, Comunicação e Resultados e Segurança, Trânsito e Transporte.

Abastecimento de combustíveis é retomado aos poucos no país

Ao mesmo tempo, a administração municipal manterá a fiscalização de postos de combustível de modo a priorizar o abastecimento de ambulâncias, viaturas e outros veículos voltados à realização de serviços essenciais, como previsto no Decreto 5.361, publicado na mesma edição do Diário Oficial.

Além disso, a Prefeitura reduziu ao máximo a circulação de veículos para serviços que não sejam considerados prioritários.

Protesto de caminhoneiros segue pelo nono dia consecutivo nesta terça

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Nilton Cardin / Estadão Conteúdo / 27.05.2018

São Lourenço da Serra

O primeiro município do Estado de São Paulo a decretar estado de calamidade devido as consequências da paralisação dos caminhoneiros foi São Lourenço da Serra, na região sudoeste. De acordo com o decreto 1805 do Diário Oficial, a ação foi no propósito de evitar prejuízos as crianças por causa da ausência de reservatório municipal de combustível, bem como evitar prejuízos maiores relacionados à saúde.

O cronograma municipal para execução do decreto se fez com a suspensão das aulas municipais, evitando as crianças ficarem presas na estrada durante o trajeto ate as escolas, e utilizar os ônibus escolares municipais, como reservatório do único combustível que ainda existia no município.

"A previsão de normalização é de quando a greve acabar, os postos forem reabastecidos e normalizados os abastecimentos e condução nas vias da BR116", segundo a pasta.

Ainda segundo o órgão, foram postos os médicos que moram na região em serviço de sob-aviso para que não tenha falta de médicos no pronto socorro municipal. Todos os demais departamentos estão disponibilizando funcionários para auxiliar o departamento de saúde com a ausência eventual de funcionários devido a greve e a dificuldade de locomoção. O município não tem mais combustível nos dois únicos postos.