Foragida, viúva da Mega-Sena tem novo recurso negado pela Justiça

Apontada como mandante, Adriana foi condenada por homicídio em dezembro de 2016

Estefan Radovicz/Agência O Dia/15.12.2016

A Justiça do Rio negou mais um recurso à defesa de Adriana Almeida, a viúva da Mega-Sena, condenada a 20 anos pelo assassinato do marido em 2007. A decisão da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito, no interior do Estado, foi divulgada nesta terça-feira (29).

Depois do julgamento, Adriana continuou respondendo o processo em liberdade, até abril deste ano, quando teve a prisão decretada.  A defesa entrou com recurso, mas teve o pedido negado. Desde então, ela é considerada foragida. 

Justiça anula testamento que beneficiava viúva da Mega-Sena

No início deste mês, um novo pedido de prisão foi expedido pela promotoria e recebeu parecer favorável do juiz Pedro Amorim Gotlib Pildewasser, do fórum de Rio Bonito. No entendimento do magistrado, os recursos possíveis na condenação em segunda instância já foram esgotados.

O R7 não conseguiu localizar a defesa de Adriana Almeida.

O crime

Amputado das duas pernas, por sequelas da diabetes, Renné Senna deixou de ser lavrador e passou a vender doces à beira da estrada, em Rio Bonito. Em 2005, ele ganhou um prêmio de R$ 54 milhões da Mega-Sena ao fazer uma aposta de R$ 1.

Renné foi morto a tiros por dois encapuzados em um bar de Rio Bonito, a 80 km da capital fluminense, em janeiro de 2007.

Adriana, acusada de ser a mandante do crime, foi condenada por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e sem chance de defesa à vítima) a 20 anos de prisão em dezembro de 2016.

*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa