Etchegoyen: Governo militar "é assunto do século passado" 

Etchegoyen: intervenção não é solução

Etchegoyen: intervenção não é solução

Walterson Rosa/FramePhoto/Folhapress

Em meio a diversas manifestações nas rodovias que pedem intervenção militar no governo, o general da reserva Sérgio Etchegoyen, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, afirmou nesta terça-feira (29) que esse "é um assunto do século passado". 

"Vejam todas as manifestações de todos os comandantes, nas mídias sociais, nas entrevistas, sobre a posição das Forças Armadas. Eu vivo no século 21, eu quero construir um país como todos os militares querem", disse durante coletiva de imprensa em Brasília no começo desta tarde.

Etchegoyen ainda questionou sobre qual motivo leva uma parcela da sociedade a protestar pelo fim do regime democrático no Brasil.

"Por que nós chegamos a uma situação em que parte da sociedade, ou de um movimento, ou oportunistas, acha que isso é uma solução razoável, que seja uma solução sobre a mesa?". 

Temer diz que não há risco de intervenção militar

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, destacou que movimentos intervencionistas são permitidos, desde que não cometam crimes.

"O Brasil é uma democracia. Pode existir um movimento volta Lula? Pode. Pode existir um movimento fora Temer? Pode. Pode existir um movimento de intervenção já? Pode. A democracia cabe e protege até aqueles que se manifestam contra a democracia. O que não pode é nenhum desses movimentos trancar estrada e provocar o desabastecimento. Isso é crime", disse.

O assunto ganhou relevância após o representante de um grupo de caminhoneiros afirmar ontem que grupos intervencionistas se infiltraram nas paralisações e impedem que alguns motoristas sigam viagem após o fim da greve.