Abastecimento teve pequena melhora nesta terça, diz Ceasa-RJ

Ao todo, 178 caminhões levaram mantimentos à Ceasa

Ao todo, 178 caminhões levaram mantimentos à Ceasa

Tânia Rêgo/Agência Brasil - 29.05.2018

A chegada de alimentos à Ceasa-RJ (Central Estadual de Abastecimento do Rio de Janeiro) teve uma "pequena melhora" nesta terça-feira (29), segundo nota divulgada na página oficial do órgão na internet. A central foi afetada pelos oito dias de greve dos caminhoneiros e ficou com parte dos pavilhões praticamente vazia nos últimos dias.

Diante dos reflexos da paralisação, a Ceasa decidiu abrir os mercados de Irajá, na zona norte, e de São Gonçalo, na região metropolitana, no feriado de Corpus Christi, na quinta-feira (31). O funcionamento das lojas será facultativo.

A central de abastecimento aconselhou que produtores e caminhoneiros que estiverem com dificuldades de chegar às centrais das duas cidades devem se concentrar em mercados do interior para obterem escolta até a região metropolitana.

Segundo levantamento, 178 caminhões levaram mantimentos à central até o início da tarde de hoje. Na segunda-feira (28), por exemplo, apenas 37 caminhões tinham transportado mercadorias para o local.

O número de caminhões que chegou hoje, no entanto, segue bem abaixo do que normalmente é verificado. Na terça-feira (15) anterior a greve dos caminhoneiros, 779 caminhões carregados entraram na Ceasa.

O Pavilhão 21, que atende aos agricultores do Estado do Rio, chegou a ficar praticamente vazio e, segundo a Ceasa, já começou a se normalizar.

O resultado da maior oferta de hortaliças foi a melhora nos preços. A alface crespa, que 6 kg custavam R$ 100 na segunda, caiu hoje para R$ 50 a mesma quantidade. O preço do repolho também caiu pela metade e a acelga hoje custava 1/4 do valor de ontem.

Produtor de cebola, Henrique dos Santos Machado contou que ainda não tem condições de avaliar o tamanho do prejuízo que teve com a interrupção das entregas.

"A gente não tem previsão de quando vai normalizar, porque esses caminhões entraram por causa do Exército. A gente não sabe se amanhã vai chegar mercadoria ou se não vai", afirmou.

Leonardo da Mota, que também é produtor, contou que o prejuízo com a venda de tomate é muito grande, mas ainda não está contabilizado. Para ele, a partir deste momento a situação vai se normalizar.

"Creio que de amanhã em diante já vai ser bem melhor", disse.