Marcio França diz que, se eleito em SP, irá zerar fila nos AMEs em 3 meses Entrevista G1 e CBN: Claudio Fernando (PMN) defende cortar cargos de confiança

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SP1 entrevista o governador Márcio França, candidato do PSB

SP1 entrevista o governador Márcio França, candidato do PSB

O candidato do PSB ao governo de São Paulo, Márcio França, disse em entrevista ao SP1 que, se eleito, irá separar os orçamentos das polícias do estado. Atual governador do estado (assumiu em abril, depois que seu antecessor, Geraldo Alckmin, do PSDB, sair para concorrer à Presidência), França admitiu que há problema no ensino médio público (assista à íntegra da entrevista acima).

Questionado pelo jornalista César Tralli sobre o fato de o ensino público estadual de São Paulo ter caído na nota do Ideb (Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico), atrás de Pernambuco, Espírito Santo e Goiás, o candidato e atual governador admitiu que o ensino médio não foi bem.

“O problema foi no ensino médio”, disse. “E no ensino médio é a principal transformação”, acrescentou.

Para a área, ele disse que, se reeleito, irá “valorizar o professor” e investir em modernização. “O aluno hoje acha a sala de aula chata, as coisas são chatas. O aluno é digital e a sala de aula é analógica, as modernas tem de ter lousa digital, como nós estamos fazendo aqui nas escolas de São Paulo. A Escola São Paulo é primeira de São Paulo, e nós vamos fazer em todo estado de São Paulo”, disse.

Ele também propõe oferecer ensino técnico aos alunos do 2º e do 3º ano. “E no 3º ano, quando a pessoa se forma, faculdade de graça e sem vestibular.”

Segurança Pública

Uma das propostas apresentadas na área da Segurança Pública foi separar os orçamentos das polícias Civil e Militar, passando a Civil, que é responsável pela investigação de crimes, para a Secretaria da Justiça, e mantendo a PM na pasta da Segurança Pública (SSP).

“Sou 100% a favor da mudança. Quem você acha que a população respeita mais, quem tem mais crédito? A Polícia Federal ou a Polícia Civil de São Paulo? A PF, que é vinculada ao Ministério da Justiça. Os vínculos orçamentários não têm nada a ver com a população, é só para dar autonomia orçamentária. Hoje as polícias são dependentes de um único orçamento, e, na minha visão, a Polícia Civil devia estar vinculada ao próprio orçamento. É assim que eu entendo correto.”

Segundo o candidato, o atual formato prejudica, principalmente, os policiais civis. "Cada um vai cumprir a lei, mas, se fizermos dois orçamentos, e cada um trabalhar com o que seu, é claro que vai melhorar, reforçar o policial, reforçar o estímulo do policial. A Polícia Civil se sente menor que a Polícia Militar, porque ela é. A Polícia Militar é muito maior, mais estruturada. Mas a Polícia Civil também é importante, pois atua na polícia judiciária."

Saúde

França foi questionado do porquê de não ter mandado abrir os AMEs aos fins de semana para diminuir a fila de mais de um milhão de pessoas --um dos projetos apresentados por ele na campanha.

“Porque não posso, porque a legislação eleitoral proíbe fazer serviços novos. Se eu pudesse, já tinha mexido no salário dos professores, dos policiais, dos servidores. Eu não posso porque a lei não deixa, esta mesma burocracia que você falou", disse.

Ainda de acordo com o candidato, caso os AMEs fossem abertos aos fins de semana, a fila seria encerrada em poucos meses. “Os exames para os AMEs abrirem nos finais de semana custam R$ 130 milhões. Em seis meses a gente zera a fila”, prometeu.

Violência doméstica

Questionado sobre violência doméstica, e pelo fato de apenas uma das Delegacias da Mulher (DDM) em todo o estado funcionar em tempo integral, França disse que pretende ampliar o atendimento às vítimas.

“Elas vão ter atendimento. Nós estamos implantando um botão que é exatamente para isso, um aplicativo que as pessoas baixam no celular, e as pessoas que tiverem correndo algum tipo de risco, qualquer tipo de risco, apertam aquele botão. Qualquer viatura que estiver perto vai ser acionada automaticamente", disse.

Ainda sobre segurança, o candidato disse que, na última semana, mandou abrir à noite 66 delegacias que ficavam fechadas. "Nós abrimos as delegacias, então muita coisa pode ser feita.”

Entrevistas

França abriu série de entrevistas do SP1 com os cinco candidatos ao governo de São Paulo mais bem colocados na última pesquisa eleitoral. Na terça, a entrevistada será Professora Lisete (PSOL); na quarta, João Doria (PSDB); na quinta, Luiz Marinho (PT); e na sexta, Paulo Skaf (MDB).

A ordem das entrevistas foi definida por sorteio realizado na sexta-feira (8) na sede da TV Globo em São Paulo com a presença de representantes dos partidos.