MPF no Paraná destaca elogios de crítico à Lava Jato 

MPF-PR: "um dos destaques da noite foi o discurso do jornalista"

MPF-PR: "um dos destaques da noite foi o discurso do jornalista"

Reprodução / MPF-PR

O Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR) bateu bumbo nesta sexta-feira (29), em sua página na internet, para o elogio que recebeu na cerimônia de premiação do Allard Prize for Internacional Integrity do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que mora no Brasil e foi um crítico notório da forma como foi conduzida a Operação Lava Jato.

O MPF cita que o discurso de Glenn Greenwald, orador principal da cerimônia de premiação, foi "um dos destaques da noite" e relata que, "embora tenha críticas" à Lava Jato, o jornalista criador do site de notícias The Intercept reconheceu o trabalho realizado pela força-tarefa. A Procuradoria reproduz a seguinte fala elogiosa de Greenwald: 

“Se você é um jovem procurador, como a maioria [da força-tarefa] é e você quer enfrentar os mais poderosos, os mais ricos, não há nenhum manual de instruções, nenhum guia; você vai cometer erros, você precisa ser engenhoso, você terá de fazer julgamentos difíceis”. 

Dallagnol foi ao Canadá participar da cerimônia de premiação

Dallagnol foi ao Canadá participar da cerimônia de premiação

Reprodução / Twitter

O jornalista também afirmou em seu discurso que os integrantes da força-tarefa da Lava Jato são pessoas comprometidas a mudar a sociedade em que vivem, informou a página do MPF-PR.

A força-tarefa da operação que combate a corrupção no Brasil foi um dos três finalistas, mas viu o prêmio principal ser entregue na noite de quinta-feira (28) em Vancouver (CAN) à repórter investigativa Khadija Ismayilova, do Azerbaijão, presa no exercício da profissão em seu país.

A premiação é promovida pela University of British Columbia, do Canadá, e reconhece esforços no combate à corrupção e na promoção dos direitos humanos pelo mundo.

O procurador Deltan Dallagnol comemorou nas redes sociais a premiação internacional, reproduzindo a notícia do MPF-PR.

Nos dias que antecederam à cerimônia, alguns estudantes e advogados brasileiros críticos à Lava Jato se mobilizaram para impedir que a operação fosse vencedora da premiação.