Barcelona não quer envolver Messi na independência da Catalunha

Lionel Messi não gosta de se pronunciar politicamente

Lionel Messi não gosta de se pronunciar politicamente

Albert Gea/Reuters

Nascido na Argentina, Lionel Messi mora em Barcelona desde os 13 anos. O coração catalão e a paixão pelo clube de nada impactam na ideologia política do jogador. Messi, conhecido por sua discrição, nunca se pronunciou sobre a independência da Catalúnia — e essa falta de posicionamento incomoda bastante os torcedores do Barça.

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Segundo Sebastián Fest, colunista do jornal argentino La Nación, há uma razão para que o craque fique "em cima do muro": "Messi se porta como quem ainda vive em Rosário. Ele não está preso à Catalunha, nem mesmo apresenta sotaque catalão. Parece, de fato, que quanto mais o tempo passa, mais argentino Messi fica", escreveu. 

Em uma Espanha inflamada e dividida pela complexa situação derivada da tensão independentista na Catalunha, poucas coisas seriam mais importantes para o governo regional que um Messi à favor da independência. Mas, com essa arma, não se pode contar. A única que vez que o jogador surpreendeu ao falar sobre a cidade foi em 2010, quando, ao celebrar o título da Liga Espanhola, lançou uma frase de impacto em catalão: "Viva o Barça, viva a Catalunha e a Argentina que me aguarde".

E foi só: desde então, Messi sempre se portou de forma discreta quando o assunto em pauta é política, e os dirigentes do Barcelona incentivam a decisão do jogador. Todos, no clube, sabem que Lionel não gosta de se envolver em questões políticas complicadas. "Quem quiser ouvir o Messi se pronunciar sobre a independência da Catalunha pode esperar sentado. Nem o próprio Barça deixa o jogador se envolver nessa bagunça", contou Fest.

O contrato de Messi com o clube ainda não foi renovado para a próxima temporada e, por isso, o Barcelona quer poupar o jogador ao máximo. "Messi e sua continuidade na equipe são questões muito importantes para o Barcelona. Mais importantes, talvez, do que a independência da própria Catalunha. Lógico: o primeiro é perfeitamente possível; o último, altamente improvável."