Bilhete aponta idosa de 69 anos como algoz do marido

Jéssica Antunes
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Uma mulher de 69 anos é suspeita de ter assassinado o próprio marido na M Norte, em Taguatinga. Ao lado do corpo do homem, de 65 anos, foi encontrado um bilhete supostamente escrito por ela, indicando a autoria do crime. Segundo a Polícia Civil, o caso foi denunciado pelo filho do casal, que encontrou o pai morto ao visitar a família.

A 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga) investiga o caso, ocorrido no sábado. Segundo o boletim de ocorrência, o filho do casal informou que, quando chegou na casa, chamou os pais, mas nenhum dos dois o recebeu. Estranhando a situação, ele pulou o portão e se deparou com o pai caído no quarto com ferimentos no pescoço, possivelmente de faca, já sem vida.

Jornal de Brasília

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À polícia, o homem contou que encontrou um bilhete “aparentemente escrito pela mãe” em que ela confessaria ter cometido o assassinato. “Ela encerrava dizendo que iria se matar em algum outro lugar”, diz o boletim de ocorrência. Não há informações sobre a possível motivação do crime.
Surpresa

No local, a vizinhança diz ter recebido a notícia do assassinato com surpresa e que o casal de idosos era tranquilo, sem indícios de violência. À mulher seria atribuído o diagnóstico de depressão.

O Instituto de Criminalística fez a perícia ainda no sábado, que deve ser concluída em até 30 dias. Até o fechamento desta edição, a mulher não havia sido encontrada. Os vizinhos dizem não tê-la visto nos últimos dias.

Memória

Em julho, uma mulher de 44 anos foi condenada a 15 anos e um mês de prisão pelo Tribunal do Júri de Ceilândia pelo assassinato do marido. O crime ocorreu em setembro do ano passado, na casa onde a família vivia. A mulher atacou o marido com oito pauladas na cabeça e três facadas enquanto ele cochilava. Ela foi presa em flagrante no dia seguinte ao assassinato e confessou o crime.
Saiba Mais

Até novembro deste ano, 449 pessoas foram vítimas de homicídio no Distrito Federal. Conforme a Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social, a maior parte dos autores e das vítimas tinham antecedentes criminais. Em média, corresponde a mais de um caso por dia.

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